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Mostra ‘Renascimento Urbano’ é prorrogada até 20 de agosto no Galpão das Artes Urbanas

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A exposição "A Sereia e O Grito dos Oceanos", da artista Carla Carvalhosa, teve sua duração estendida, assim como a mostra "Renascimento Urbano", que apresenta obras inéditas de Carol MCLM. Ambas estavam programadas para encerrar na sexta-feira, 6 de agosto, no Galpão das Artes Urbanas Helio G. Pellegrino, da Comlurb, mas agora poderão ser visitadas até 20 de agosto.

"Renascimento Urbano" é uma coleção de obras que explora a intersecção entre arte, música, ancestralidade e meio ambiente. As peças são criadas a partir do reaproveitamento de instrumentos musicais e outros materiais relacionados à música, expressando emoções e paisagens internas em composições vibrantes que se destacam pela cor, movimento e simbolismo. Por sua vez, a instalação "A Sereia e O Grito dos Oceanos" aborda, de forma poética, o impacto da ação humana sobre os oceanos. A obra carrega uma mensagem urgente sobre a necessidade de cuidar desse importante patrimônio mundial e integra uma mobilização contra o descarte inadequado de resíduos nos mares.

Carol MCLM é uma artista plástica autodidata, que também atua como ambientalista e advogada. No Galpão, apresenta um conjunto de oito esculturas, oito quadros e dez fotografias, que transitam entre a sensibilidade poética e a crítica contemporânea. Entre suas obras, destaca-se a escultura "Mulher Rosa Choque", feita com peças reutilizadas de uma guitarra rosa, canos de PVC e uma lata de metal decorativa, simbolizando resistência, identidade e renascimento. Outra obra significativa é "Batuques do Cotidiano", que consiste em uma série de tambores elaborados com embalagens plásticas e uma lata de metal, incentivando uma reflexão sobre o ciclo de vida dos resíduos e a estética que pode emergir do que foi descartado. Carol ressalta que essa obra reflete a história dos materiais ao nosso redor, em meio ao ritmo frenético das cidades, e presta homenagem ao "Tambor de Crioula do Mestre Felipe do Maranhão", uma manifestação cultural afro-maranhense.

A peça "Colapso", por sua vez, é composta por fragmentos de cimento quebrados e uma tampa de lixeira utilizada como molde, abordando a qualidade das águas e sua relevância para o sistema global. A parte superior da escultura representa os pulmões que produzem oxigênio nos mares e florestas, enquanto a parte inferior, com as nervuras das folhas, simboliza uma bacia hidrográfica e seus rios.

Carla Carvalhosa, por sua vez, utiliza na sua instalação "A Sereia e O Grito dos Oceanos" uma variedade de materiais reciclados, como embalagens plásticas, garrafas PET, papelão e outros resíduos, aplicando técnicas de papietagem e papel machê. A artista, natural do Rio de Janeiro, tem se dedicado à defesa do meio ambiente desde sua juventude e, há 30 anos, ministra cursos que formam novos artistas, utilizando a arte como ferramenta de arteterapia. Ao longo de sua trajetória, Carla desenvolveu diversas técnicas de pintura em tela e outros suportes.

Serviço:
Visitação: até 20 de agosto – de segunda a sexta, das 9h às 17h
Local: Galpão das Artes Urbanas Helio G. Pellegrino da Comlurb
Endereço: Rua Padre Leonel Franca, s/n° – Gávea (sob o Viaduto Lagoa-Barra, em frente ao Terminal Rodoviário da PUC)
Entrada gratuita.