O Flamengo fechou 2025 com receita operacional bruta de R$ 2,089 bilhões, primeira vez que um clube brasileiro ultrapassou os R$ 2 bilhões em um balanço. Outros clubes da capital, como Botafogo e Fluminense, têm abordagens de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) em diferentes estágios.
O que eles têm em comum? Os três fizeram grandes investimentos no futebol e conquistaram a Libertadores nos últimos cinco anos. Nenhuma outra cidade brasileira reúne o mesmo número de títulos da competição recentemente.
Por esses e outros motivos, o Rio de Janeiro tornou-se o principal laboratório institucional do futebol brasileiro, com clubes equilibrando capital, governança e formação de talentos no ciclo rumo a 2030.
Índice
Além das quatro linhas: A engrenagem econômica que redefine o futebol nacional pós-2026
A SAF do Botafogo nasceu em 4 de março de 2022, quando John Textor comprou 90% do controle acionário. De lá para cá, o clube viveu dois extremos: um 2024 histórico, com a dobradinha Brasileirão e Libertadores, seguido por uma crise institucional em 2025.
Esse desgaste transformou-se em um teste de resiliência em 2026, quando o tribunal arbitral da Fundação Getulio Vargas (FGV) afastou Textor do Conselho de Administração, e o clube formalizou sua saída em junho. Apesar disso, a SAF segue operando normalmente.
Do outro lado, o Fluminense avalia uma SAF própria, com estudos entre R$ 850 milhões e R$ 1,3 bilhão. Mattheus Montenegro, eleito presidente com 71,7% dos votos, trata o projeto como debate em curso.
Já o Flamengo provou que é possível crescer sem abrir capital, registrando receita recorrente de R$ 1,571 bilhão em 2025 e reduzindo a dívida operacional para R$ 174 milhões. Ainda assim, 35% dos clubes da Série A do Brasileirão 2026 já operam como SAF.
Quando um clube vai bem dentro de campo, é natural que seus torcedores impulsionem seu crescimento também fora dele. Com a retomada das competições após o Mundial, esses clubes voltarão a ser colocados à prova.
Não por acaso, a demanda por apostas esportivas no Brasil cresceu 13% nas semanas seguintes à Copa do Mundo de 2026, segundo levantamento da Blask. Quem deseja ter uma visão mais ampla desse mercado pode consultar portais como o FogãoNET para ler comparativos entre operadoras.
Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência. +18.
O celeiro do futuro: A ciência por trás da revelação de talentos no Rio de Janeiro
Essa mesma onda de profissionalização que remodelou os clubes cariocas, incluindo a compra da SAF do Botafogo por John Textor, também redefiniu a formação de atletas no Fluminense e no Flamengo.
No Fluminense, essa aposta virou obra: a reforma do CT Xerém, orçada em R$ 14 milhões, ampliou a capacidade de alojamento de 88 para até 160 atletas. As obras começaram em dezembro de 2025 com o objetivo de ampliar o intercâmbio internacional das categorias de base.
O Ninho do Urubu seguiu caminho parecido: o módulo do CT George Helal custou entre R$ 23 e R$ 26 milhões, inspirado nos Centros de Treinamento do Chelsea e Manchester United. Desde 2017, o clube mantém parceria com a Double Pass, consultoria belga que formatou a base alemã campeã em 2014. Esse investimento tornou o Flamengo o segundo clube brasileiro que mais arrecada com as categorias de base.
O ciclo rumo a 2030: o que a Seleção Brasileira precisa absorver do futebol moderno
Após a campanha decepcionante da Seleção Brasileira na Copa de 2026, sendo eliminada pela Noruega nas oitavas de final, é certo que haverá uma enorme renovação. Torcedores e jornalistas esperam que o técnico Carlo Ancelotti olhe com mais carinho para os jogadores que atuam no Brasil.
Se isso acontecer, os clubes mais vencedores dos últimos cinco anos poderão servir de referência. Afinal, Botafogo, Flamengo e Fluminense mostraram, cada um à sua maneira, que sabem identificar e desenvolver jogadores capazes de conquistar títulos.
Vale destacar que, além do Rio de Janeiro, clubes de São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre também acumulam conquistas relevantes na história recente.
A Seleção convocada para uma Copa do Mundo é o resultado de tudo o que o futebol brasileiro produz ao longo do ciclo de quatro anos. Por isso, o sucesso em 2030 também passa pela profissionalização da liga, pela melhoria da arbitragem e por competições mais competitivas. Resta acompanhar como essas transformações influenciarão o futebol brasileiro nos próximos anos.