A exposição coletiva “Matrizes” chega ao Centro Cultural Memorial Getúlio Vargas reunindo obras de Bim Brito, Juliana Fernandez, Rafá Dias e Tatiana Coelho. Com curadoria de Emmanuelle Russel, a mostra propõe uma imersão na abstração contemporânea por meio de diferentes linguagens visuais, revelando como memória, identidade, percepção e experiências pessoais podem dar origem a narrativas construídas pela pintura.
Índice
A abstração como espaço de experimentação
Inspirada no conceito de “matriz” como ponto de origem e transformação, a exposição convida o público a refletir sobre os processos criativos que moldam diferentes formas de expressão artística. Embora cada artista desenvolva uma pesquisa própria, todos compartilham a pintura como um território de investigação, no qual cor, gesto, textura e composição se tornam elementos essenciais para construir novos significados.
Cores intensas marcam a produção de Bim Brito
Nas obras de Bim Brito, a força cromática assume papel de destaque. As composições exploram movimentos espontâneos, formas orgânicas e pinceladas expressivas que conferem dinamismo às telas. O resultado é uma produção que transmite liberdade criativa e constante transformação, estimulando diferentes interpretações por parte do observador.
Geometria e sensibilidade dialogam nas obras de Tatiana Coelho
A pesquisa artística de Tatiana Coelho investiga a relação entre estruturas geométricas e percepção visual. Suas pinturas equilibram rigor formal e delicadeza estética, propondo jogos de ritmo, padrões e tensões espaciais que desafiam o olhar e convidam o visitante a uma experiência contemplativa.
Memórias e natureza inspiram Juliana Fernandez
A produção de Juliana Fernandez estabelece conexões entre lembranças, afetos e elementos naturais. Por meio de campos cromáticos delicados e atmosferas contemplativas, suas obras criam ambientes de aproximação sensível entre a arte, o espaço expositivo e o público, valorizando a dimensão emocional da pintura.
Identidade e pertencimento na pesquisa de Rafá Dias
As obras de Rafá Dias abordam questões ligadas ao deslocamento, à identidade e às relações com o ambiente. A artista utiliza referências da natureza e da experiência contemporânea para provocar reflexões sobre diferentes formas de ocupar, perceber e compreender os espaços que fazem parte da vida cotidiana.
Um panorama da produção feminina na abstração contemporânea
Ao reunir quatro artistas com pesquisas consolidadas, “Matrizes” evidencia a diversidade de abordagens presentes na abstração produzida por mulheres. A mostra demonstra como esse campo artístico permanece aberto à experimentação, acolhendo múltiplas perspectivas sem perder sua potência poética e sua capacidade de renovação.
Mais do que apresentar um conjunto de obras, a exposição cria um espaço de diálogo entre diferentes processos criativos, revelando que toda criação artística nasce de uma origem, mas permanece em permanente transformação.
Serviço
Exposição: Matrizes
Artistas: Bim Brito, Juliana Fernandez, Rafá Dias e Tatiana Coelho
Curadoria: Emmanuelle Russel
Abertura: 27 de junho de 2026, das 14h às 17h
Visitação: De quarta-feira a domingo, até 16 de agosto de 2026, das 10h às 17h
Local: Centro Cultural Memorial Getúlio Vargas – Praça Luís de Camões, Glória, Rio de Janeiro
Entrada: Gratuita.