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Rio de Janeiro Celebra o Dia Mundial de Doação de Leite Humano: Um Ato que Salva Vidas

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No Dia Mundial de Doação de Leite Humano, comemorado em 19 de maio, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ressalta a relevância desse ato generoso, que pode fazer a diferença entre a vida e a morte para muitos recém-nascidos. Essa iniciativa é essencial para garantir a nutrição de bebês prematuros ou com baixo peso que estão internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal e não têm a possibilidade de serem amamentados pelas próprias mães.

Um dos casos que ilustra a importância dessa solidariedade é o de Mariana Vitória, que foi internada na UTI Neonatal do Hospital Municipal Rocha Faria (HMRF), em Campo Grande, com apenas um mês e meio de vida. Durante sua internação, o leite doado por outras mães foi crucial para sua alimentação e crescimento nos primeiros dias. A mãe de Mariana, Karine Pereira, expressa sua gratidão: “Senti como se estivesse sendo abraçada por essas mães doadoras. Quando eu não pude estar presente, elas estavam lá por mim”.

O leite humano doado é cuidadosamente armazenado em bancos de leite, que são centros especializados na promoção e apoio ao aleitamento materno. Na cidade do Rio de Janeiro, existem sete bancos de leite humano localizados em maternidades da rede municipal, incluindo o do Hospital Rocha Faria, além de 38 postos de coleta em unidades de Atenção Primária que fazem a distribuição das doações semanalmente.

A nutricionista do banco de leite do Rocha Faria, Arine França, destaca a importância dessa doação: “O leite humano é vital para esses bebês, pois fortalece o sistema imunológico, diminui o risco de infecções e contribui para um desenvolvimento saudável. Um único pote de leite pode beneficiar até dez bebês em um dia, tornando cada gota extremamente preciosa”.

Para facilitar a conexão entre doadoras e os bebês que necessitam do leite, a SMS implementou um serviço de coleta domiciliar. A equipe dos bancos se desloca até as residências das mães doadoras para recolher os frascos de leite, oferecendo orientações e acompanhamento durante todo o processo. No Hospital Rocha Faria, por exemplo, foram coletados 432,9 litros de leite humano entre janeiro e dezembro de 2025, beneficiando 215 bebês. Em média, a equipe coleta 4,1 litros a cada visita.

Antes de ser entregue aos recém-nascidos, o leite passa por um rigoroso processo de pasteurização e controle de qualidade. Após a pasteurização de cada frasco, uma amostra é mantida em estufa bacteriológica por 48 horas. Somente após esse período, se estiver apta, a doação é liberada para a UTI Neonatal, conforme a necessidade de cada bebê.

A doação de leite humano traz esperança a muitas famílias. Nathalia Araújo, mãe de Heitor, de 5 anos, e Vicente, de 3 meses, tornou-se doadora após o nascimento do primeiro filho e continua contribuindo. “Sinto-me imensamente grata por amamentar meus filhos e por saber que, com esse leite tão precioso, posso ajudar muitas outras vidas que precisam”, compartilha.

Arianny Aquino, mãe da pequena Cecília, de 5 meses, também teve sua vida transformada pela doação. Ela foi apresentada à possibilidade de doar por uma enfermeira do banco de leite do Hospital Rocha Faria. “A doação representa esperança para os bebês. É com esse leite que eles se nutrem e se desenvolvem bem. Para mim, isso também simboliza vida, pois quem doa compartilha um pedaço de si para ajudar os pequenos a se tornarem fortes e saudáveis”, afirma.

Mulheres saudáveis que estão amamentando e possuem produção excedente de leite, sem o uso de medicamentos que impeçam o aleitamento materno, podem se tornar doadoras. Além disso, é possível contribuir com a doação de potes de vidro com tampa plástica de rosca, que são utilizados para armazenar o leite humano. Para localizar o banco de leite ou posto de coleta mais próximo, acesse o site da SMS.