Em 2026, o número de turistas idosos na cidade do Rio de Janeiro ultrapassa a marca de 515 mil, segundo dados da Secretaria Municipal de Turismo. As informações abrangem o turismo nacional e estadual dos anos de 2024, 2025 e os primeiros meses de 2026, e revelam que a participação de visitantes com 60 anos ou mais tem se mantido estável, mas com um crescimento gradual.
Entre os turistas que vêm de outras partes do Brasil, a porcentagem de pessoas nessa faixa etária cresceu de 14,1% em 2024 para 14,9% em 2025, permanecendo em 14,7% nos quatro primeiros meses de 2026. Apesar dessa estabilidade percentual, o número total de turistas idosos nacionais aumentou, passando de cerca de 1,39 milhão em 2024 para 1,48 milhão em 2025. No início de 2026, o total já supera os 515 mil visitantes dessa faixa etária.
De acordo com Daniela Maia, secretária municipal de Turismo, a cidade tem se empenhado em oferecer experiências que priorizam acessibilidade, conforto e cultura. Entre os atrativos destacados estão o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Jardim Botânico e a Confeitaria Colombo.
No que diz respeito ao turismo de visitantes do próprio estado, a participação dos turistas com 60 anos ou mais é ainda maior e apresenta um crescimento contínuo: de 20,0% em 2024 para 21,8% em 2025, alcançando 22,5% no acumulado parcial de 2026. Isso ocorre mesmo com a diminuição do total de visitantes do estado, indicando um aumento da presença de idosos em viagens regionais e deslocamentos mais próximos.
Os dados também evidenciam que a faixa etária de 60 a 69 anos é a mais representativa entre os turistas idosos, enquanto os grupos de 70 a 79 anos e acima de 80 anos, embora menores em termos proporcionais, mantêm uma estabilidade. Há uma ligeira predominância de turistas mais velhos no fluxo estadual.
Essas informações ressaltam a importância crescente do público idoso para o turismo no Rio de Janeiro, especialmente no que se refere ao mercado regional e doméstico. Isso abre novas possibilidades para o desenvolvimento de políticas e produtos que favoreçam a acessibilidade, mobilidade, hospitalidade e lazer, promovendo um envelhecimento ativo.