Acolhimento de Idosas em Bangu: Histórias de Vida e Superação
Recentemente, a série "Tempo Rei" da Globonews destacou a vida de mulheres idosas acolhidas na Unidade de Reinserção Social (URS) Nilda Ney, sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) do Rio de Janeiro. A repórter Leilane Neubarth trouxe à tona relatos comoventes no episódio intitulado "Vidas em Moradias", que faz parte da segunda temporada do programa, voltado para questões relacionadas ao envelhecimento.
Entre as histórias compartilhadas, a de Ângela Mendes, uma bacharel em Direito de 70 anos, se destacou. Ângela narrou sua trajetória de dedicação à família, ressaltando a dor de perder vários entes queridos em decorrência do câncer. Atualmente, vivendo na URS Nilda Ney, ela encontrou apoio emocional e solidariedade no ambiente acolhedor da unidade, localizada em Bangu, na Zona Oeste do Rio. "Aqui tem amor, carinho. Demais", expressou Ângela, resumindo sua experiência.
No mesmo episódio, a diretora da URS, Ludmilla Félix, explicou o perfil das mulheres que buscam acolhimento na unidade. "A maioria delas passou a vida cuidando de outros, e em determinado momento, a vida cobra que elas se cuidem também. A saúde mental e o autocuidado são fundamentais aqui", destacou.
Após a exibição do programa, a equipe da URS compartilhou clipes nas redes sociais mostrando a reação das acolhidas ao se verem representadas na tela. A postagem revelou que a exibição da reportagem trouxe à tona uma variedade de emoções, fazendo com que essas mulheres se sentissem valorizadas e reconhecidas por suas histórias de vida. "Elas perceberam que ainda têm muito a ensinar e a representar", acrescentou o texto. Leilane Neubarth também expressou sua gratidão nas redes sociais, dizendo: "Que alegria provocar emoções em pessoas que me emocionaram! Beijos meus e muito obrigada a todas vocês."
A URS Nilda Ney atende até 16 idosas que mantêm autonomia parcial, mas se encontram em situação de vulnerabilidade social. Muitas delas têm laços familiares e comunitários fragilizados ou rompidos, e na maioria das vezes, não possuem uma rede de apoio. As acolhidas não necessitam de cuidados de alta dependência, mas precisam de uma proteção social complexa e acompanhamento contínuo.
Na unidade, o foco é garantir proteção integral, autonomia e qualidade de vida. As residentes recebem cuidados diários, que incluem higiene, alimentação e administração de medicamentos, além de participar de atividades voltadas para convivência, socialização e lazer. A equipe oferece oficinas de estimulação cognitiva, orientação para documentação civil e acesso a benefícios socioassistenciais, além de promover ações para a reintegração familiar sempre que possível. A equipe é composta por profissionais de assistência social, psicologia, nutrição e enfermagem, com acompanhamento médico fornecido pela Clínica da Família da região.