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Rio de Janeiro Lança Fronteira Digital e Expande Sistema de Vigilância Inteligente

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Na última quarta-feira, 18 de março, a Prefeitura do Rio de Janeiro deu um passo significativo em direção à modernização da segurança pública ao lançar o primeiro semipórtico inteligente, parte do projeto Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (CIVITAS Rio). Localizado na Avenida Francisco Bicalho, na saída da ponte que leva ao Centro, esse equipamento simboliza o início da implementação da Fronteira Digital, que contempla 16 pontos que serão instalados até o final deste ano. A meta é ter um total de 56 estruturas até 2028, cobrindo as principais entradas e saídas da cidade, além de locais de grande movimentação.

O novo semipórtico se junta a um extenso sistema já em operação, que inclui mais de 12 mil câmeras espalhadas por diversas áreas do Rio de Janeiro, integrando-se ao Cerco Eletrônico da Central. O prefeito Eduardo Paes fez questão de ressaltar a importância desse projeto para o combate à criminalidade. “Estamos apresentando a primeira barreira digital, que se insere no sistema CIVITAS, que já conta com mais de 10 mil câmeras monitorando a cidade. Isso contribui para o trabalho das forças de segurança e da Polícia Civil”, afirmou Paes.

Os pórticos estão equipados com tecnologia avançada que permite a leitura de placas e a identificação de veículos suspeitos, facilitando a atuação das autoridades. Sempre que solicitado pelas forças de segurança, as câmeras conseguem monitorar a cidade de forma eficaz, assegurando que veículos em investigação sejam detectados rapidamente. Além disso, essas estruturas contam com telões que exibem, em tempo real, dados sobre veículos monitorados, alertas de movimentação e o volume diário de leituras de placas.

A CIVITAS Rio se destaca por integrar informações e tecnologias que apoiam o trabalho das forças de segurança e do sistema judiciário. Com base em solicitações oficiais, a Central é capaz de cruzar dados, identificar conexões e organizar evidências, o que qualifica investigações e inquéritos. Essa abordagem aumenta a eficácia das operações policiais, permitindo uma atuação mais precisa e rápida, contribuindo para a responsabilização de criminosos. Desta forma, a CIVITAS se consolida como uma das mais avançadas centrais de inteligência do Brasil.

As Fronteiras Digitais são uma parte fundamental da estratégia de ampliação da vigilância na cidade, sendo instaladas em locais estratégicos para identificar placas clonadas e rastrear movimentações suspeitas. O chefe executivo da CIVITAS Rio, Davi Carreiro, explicou que o projeto busca mapear as principais vias de acesso, permitindo que veículos e pessoas que cruzam esses pontos entrem em uma área monitorada, onde todas as movimentações são registradas.

Atualmente, a CIVITAS Rio opera com mais de 12 mil câmeras de vigilância, e mais de 3.200 delas são supercâmeras, capazes de realizar buscas investigativas em condições adversas, identificar padrões de deslocamento e conectar diferentes ocorrências. Até 2026, a previsão é que a Central possua 6 mil supercâmeras em funcionamento, ampliando sua capacidade de monitoramento e resposta em tempo real.

Além disso, no último sábado, 14 de março, a CIVITAS Rio lançou o programa CPID XVII, que visa integrar dados de diversas fontes, incluindo entidades públicas, privadas e acadêmicas, para fortalecer a produção de conhecimento aplicado à segurança pública. Esse sistema agora incorpora câmeras de segurança privadas e informações sobre crimes em áreas públicas, contribuindo para análises mais aprofundadas sobre dinâmicas criminais.

O programa é estruturado em dois eixos complementares: um voltado para a ampliação da base de dados e o outro para a colaboração com instituições de ensino e pesquisa. Essa abordagem visa transformar dados em inteligência, apoiando decisões e estratégias mais eficazes para garantir a segurança da cidade.