Por Telles Martins
Quando se fala em veículos elétricos (EVs), a autonomia é quase sempre o primeiro ponto que vem à tona — e também um dos mais mal compreendidos. Ainda há quem confunda autonomia com percentual de bateria, mas são conceitos diferentes.
Essa distância é resultado direto da capacidade da bateria e da eficiência do conjunto motor, transmissão e aerodinâmica. Mas, na prática, o número final depende de muitos outros fatores.
Ao longo de mais de três décadas testando carros, posso afirmar: autonomia não é um número fixo, e sim uma estimativa variável. Entre os principais fatores que a afetam, estão:
Montadoras divulgam dados de testes padronizados — no Brasil, o Inmetro; na Europa, o WLTP. No entanto, o número “oficial” pode ser maior ou menor na vida real.
Um condutor econômico pode superar o dado de fábrica; um motorista mais agressivo pode perder dezenas de quilômetros.
Elétrico x combustão
Um carro a combustão reabastece em dois minutos.
Um elétrico, mesmo nos carregadores rápidos (DC), leva de 2 a 3 horas — mais ainda em tomadas residenciais (AC). Isso torna as viagens longas um desafio no Brasil, onde a malha de eletropostos ainda é limitada.
O híbrido é a ponte entre o combustível e a eletricidade.
Combinando motor a combustão e elétrico, alguns chegam a 2.000 km de autonomia. Como a bateria é menor e é recarregada pelo próprio motor, não dependem tanto da infraestrutura de recarga.
Hoje, o Tesla Model S Plaid ostenta até 1.200 km de autonomia em condições ideais, com mais de 1.100 cv e recarga ultra-rápida.
Já no mercado brasileiro, modelos com 600 a 800 km custam de R$ 460 mil a R$ 1,8 milhão.
Opções mais acessíveis, com 290 a 460 km, ficam entre R$ 118,9 mil e R$ 365,9 mil.
Sair de Belo Horizonte rumo a Joinville com um BYD Dolphin Mini (240–290 km) é possível, mas requer planejamento minucioso das paradas para recarga. Sem estratégia, a viagem pode se tornar um problema.
Marcas como JAC Motors, Volvo e Zeekr apostam em rodas fechadas, que reduzem o arrasto aerodinâmico e podem acrescentar 20 a 30% de autonomia.
Outro detalhe pouco lembrado: índice de eficiência energética. Essa informação, disponível na tabela do Inmetro, pode representar economia real e mais quilômetros por carga.
Pontos fortes dos elétricos:
Desafios atuais:
Se a sua prioridade é viagem longa e flexibilidade
Um híbrido ainda é a opção mais prática no Brasil. Mas, para o uso urbano, onde a recarga é previsível, o elétrico entrega uma experiência única e custos reduzidos no longo prazo.
Seja qual for a escolha, não olhe somente para o número de quilômetros prometidos pela montadora. Considere o seu perfil de uso, infraestrutura de recarga e eficiência energética real.
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